A cura da morte
domingo, junho 12, 2011
Sensações? Sentimentos? Não sinto mas nada... é como se meu mundo estivesse parado, como se nada me importasse.
A felicidade já não existe para mim, tudo o que procuro é paz, a paz que você nunca será capaz de me dar.
Em cada sorriso uma farsa, em cada noite um pesadelo, em cada olhar um abismo... Procuro dor, mas não encontro; nem o desespero pela tua distância prevaleceu.
Não me reconheço, não me vejo no espelho. Tudo o que tenho é um vazio pronto para ser preenchido, que eu me recuso a permitir preencher.
Não sei se você poderia me ajudar, se sempre me matou, sempre tirou de mim a vida que eu possuía. Hoje, esse imenso vazio se apodera de mim, se espalha meu corpo, uma onda de torpor sem fim.
Quero distância de sentimentos que um dia me enchiam de felicidade, não me sinto bem perto deles. As pessoas se tornaram insignificantes, não fazem diferença para mim. Não tenho ressentimento dos meus atos, não me sinto triste, não tenho raiva, não gosto de estar entre os vivos. Só me sinto em paz quando posso mergulhar em meu abismo pessoal, longe de tudo.
Pergunto-me se existe cura para a morte que tenho em mim, mas já não acredito nisso.Nem mesmo você poderia ser considerado uma cura, pois não acredito no teu amor, ele -como todo o resto- perdeu a importância.
Eu ainda penso em você. Cada minuto que passa é uma tortura. Se existe uma cura, espero a chance de voltar a viver, pois o que sou agora, não me faz bem.

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