Perdoa-me
sábado, junho 04, 2011
Enquanto me amavas, enquanto o ponteiro dos segundos lhe matava, enquanto a vida fugia de ti, eu sorria, eu vivia, eu lhe magoava mais e mais sem remorso algum.
Machuquei-lhe tanto, tirei-lhe as esperanças, arranquei tua consciência, joguei ao chão teu amor. Hoje, enxergo tudo o que fiz a ti, mas ainda não me importa tua dor.
Sei que um dia eu irei amar. Talvez, quando eu for capaz de encerrar minha própria existência para viver a de outro alguém, eu possa pagar por tudo o que faço a ti. Talvez eu sofra mais que você, e então poderás sentir-se vingado.
Perdoa-me por isso. Perdoa-me por não te amar como mereces. Perdoa-me por ter me divertido contigo, ter-lhe dado esperanças, e ao final tira-las todas de ti, como quem tira o chão dos pés de uma ingênua criança.


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