Ao pôr-do-sol

terça-feira, agosto 30, 2011


Continuei parada, encarando as ondas e observando o desenho que elas formavam ao meu redor. A cada batida da maré contra as areias, parecia que o mar queria me expulsar dali, mas eu continuava intacta, teimosa como sempre, inflexível. Pelo menos havia algo do meu antigo Eu presente.
 Na minha situação, nada seria seguro. Cada espaço impreenchível lutava para ser preenchido e tentar encontrar meu lugar desastrado no mundo se tornou um passatempo, uma mata-tédio. Desta vez, só cedi ao tédio.
 Nada que eu fizesse iria servir. Uma hora ou outra seu rosto voltaria ao palco principal dos meus pensamentos. Não que eu não gostasse disso. Era injustamente o contrário.Meus sorrisos teimavam em acompanhar os seus, que se fixavam em meus pensamentos. Minhas lágrimas insistiam em seguir as tuas, nas memórias das poucas vezes que te vi chorar. Devo ser algum tipo de doente masoquista.
 Me impressiona o quanto esse sentimento confuso me faz chorar sorrido. Como algo tão ruim pode ser ao mesmo tempo tão bom? 
Cada parte de mim deseja ser refém de alguém que não merece sequer meu sorriso e, eu sei, daria tudo por esse alguém. Apaixonada pelo inimigo. Eu devo mesmo ser uma doente masoquista.

Diário de uma blogueira(o)

Diário de uma blogueira...

sábado, agosto 20, 2011

Anna
 Blog: Dramatizando


Madrugada de sexta, 1:43 da manhã e ela ainda está ali. Caderno ao colo, caneta à mão, tentando em um apelo mudo colocar para fora o que vem guardando à meses.
 Ela nunca se importou com a solidão. Na verdade, ela gosta ficar sozinha, de pensar sozinha. Quando mais no escuro permanece, mais nele se encontra. Tudo o que hoje ela tem, conseguiu na solidão.
 Sua vida mudou de forma desde que saiu da casa de família Classe-Média no litoral nordestino e foi fazer direito na capital de São Paulo, onde tudo o que ela tem é aquele apartamento mobiliado no centro da cidade e um gato de estimação.
 Amigos? Cada dia que passa naquele seu universo único, se vê mais distante do mundo. Nunca se deu com pessoas da sua idade, ou melhor, nunca se deu bem com gente e ponto final.
 E então se encontrava ali, olhando para as paredes de decoração branca, forçando o cérebro sem sono a funcionar em velocidade máxima, inutilmente. Cada tic-tac do relógio de parede quebrava o silêncio e marcava o tempo que para ela já estava parado.
 Como num flash, uma luz acende em si. Seus dedos  se movem rapidamente, tentando acompanhar a velocidade de sua mente que cria palavras que se encaixam - como uma máquina.
 Deixa sair, deixa inundar, deixa fluir...
 E quando coloca à fora todos os seus sentimentos presos, sente que nasceu para escrever. E mergulha, eterna em seus pensamentos, nos seus minutos de fama roubada...


  Viviane Teixeira

Avisos

...

quarta-feira, agosto 10, 2011

Antes de começar o novo post quero dizer umas coisinhas. Todos sabem, como ditei no Aviso, que eu iria ficar algum tempo sem postar. My Life anda um pouco agitada demais. Ainda assim, consegui um tempinho p/ postar, e tai mais um drama maluko dos meus. Obg por tudo e espero que gostem do novo post. ;)



                                                  Sentimentos Inválidos


 De frente às paredes do meu quarto, lutando com minhas lágrimas, tento permanecer intacta a realidade que insiste em bater à minha porta. Bloqueio meus pensamentos, mas hora a hora alguma memória intrusa me invade por completo. O medo faz minha cabeça doer. O som pulsando aos meus ouvidos como  as batidas do meu coração. Em meio aos gritos lá fora, meus pensamentos se confundem com imagens soltas.
 Como em uma explosão, a cena muda. As lágrimas correm como cachoeira no meu rosto sem expressão.O tumulto além da porta se torna abafado diante ao bloqueio de minhas mãos contra meus ouvidos. O medo parece evoluir. Cada batida do ponteiro dos segundos no meu relógio de pulso dói como um coração sujeito a enfarte. Cada célula do meu corpo implora por uma deixa, uma chance qualquer de fechar os olhos e acordar em algum lugar onde nada disso esteja acontecendo. Mas o tempo não pára e, querendo ou não, terei de me conformar com essa dor até poder fechar os olhos e fingir que nada disso aconteceu.







Avisos

Aviso! :O

quinta-feira, agosto 04, 2011

 Só um breve aviso!
 Vou passar um pouco de tempo sem postar aqui no blog. Motivos? Começo das aulas, é lógico! (hô escola p/ atrapalhar minha vida)
 Vou tentar postar o máximo que conseguir, ok?! P/ toda forma, obg por lerem meu blog
 Bjim, S2

quinta-feira, agosto 04, 2011


 Minha mente acelera tentando encontrar a resposta, mas nada faz sentido. A única certeza que tenho é da dor que toma e entorpece toda a extensão do meu corpo. Mais que droga de vida sagrada é essa que acumula tanto sofrimento? Tanta espera, tanta esperança para chegar a esse vazio negro, ao NADA.
 E quando pessoas insignificantes é tudo o que resta para continuar? Pessoas que só atrapalham quando querem ajudar seres indesejados em uma vida indesejada que talvez não mude nada nesse mundo estúpido. Pra que continuar?
 E quando um talvez é tudo o que resta para continuar? Um Talvez mudo, uma palavra idiota que carrega em si inúmeras esperanças e últimos sopros de uma vida infeliz. Continuar porquê?
 A espera. Ah, a espera! A maldita espera e a esperança morta de que o tempo passe mais rápido do que os ponteiros do relógio podem suportar.
 E quando a espera é tudo o que resta para continuar? Continuar, por que, meu Deus?
 E a dor intensa? E o desespero provocado pelas simples batidas de um coração impaciente? E a vontade embriagadora de se deixar cair ao solo, agarrado ao desespero, sofrimento, dor, enquanto me afogo em lágrimas? A incerteza de uma vida pálida e indecisa sob minhas mãos, que ao contato de uma caneta ao papel se consomem...