Rabiscos de uma tarde...

quinta-feira, outubro 13, 2011

Que droga.
Dramática, insensível e etc... é assim que as pessoas me vêem. Mas eu não sou só assim. Sabe? Eu sinto sua falta. Muito, muito, muito. Eu só te quero aqui, só isso. Sim, é pedir demais, eu sei. O pior é pensar que não pode haver esperanças, mas eu simplesmente as tenho aqui comigo, e isso é tão difícil de igualar, de manter. Um coquetel de sentimentos, de sensações, de desejos, de dúvidas...
 Toda vez que eu penso perder a inspiração, você aparece e me mostra que enquanto eu existir, sempre haverá algo no mundo ou nessa vida sem-sentido que vai me fazer querer colocar para fora essas porcarias que tanto atormentam minha cabeça. Isso não é bom, é?
 Parece tão certo, parece tão errado; tão difícil e simplesmente tão fácil. O fato é que sempre que eu fechar meus olhos esperando um sono bom, você vai estar lá, me olhando e às vezes sorrindo, como se nada tivesse acontecido. Isso me chateia sim, porque eu sei, porque eu me lembro de tudo o que aconteceu e que hoje você parece simplesmente ignorar! Mas aos poucos, eu vou perdendo o fio da meada, mergulhando e me afogando no teu sorriso...
 Chega! Sempre que eu reabrir os olhos molhados, eu já não vou mais aguentar. Porque sempre que eu resolvo desistir, você volta? Cada vez que te sinto aqui, perco os sentidos, sabe, o mundo parece distante e, droga, só você me importa. Não gosto de gritar igual uma louca, muito menos de chorar tanto por alguém que nunca se importa com isso, ou será que se importa?
 Já não aguento tantas perguntas mudas, sou humana e também sofro, também choro, também grito igual uma louca. Não posso me cobrar estar sempre de sorriso aberto, pois já não tenho justificativa para isso. A vida continua, e junto com ela vem as tristezas, dores, sofrimentos. Eu posso aceitar me render de vez em quando, não precisa ser sempre. Eu posso suportar isso.
 Fato²: Eu simplesmente não tenho escolha...

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