quinta-feira, agosto 04, 2011


 Minha mente acelera tentando encontrar a resposta, mas nada faz sentido. A única certeza que tenho é da dor que toma e entorpece toda a extensão do meu corpo. Mais que droga de vida sagrada é essa que acumula tanto sofrimento? Tanta espera, tanta esperança para chegar a esse vazio negro, ao NADA.
 E quando pessoas insignificantes é tudo o que resta para continuar? Pessoas que só atrapalham quando querem ajudar seres indesejados em uma vida indesejada que talvez não mude nada nesse mundo estúpido. Pra que continuar?
 E quando um talvez é tudo o que resta para continuar? Um Talvez mudo, uma palavra idiota que carrega em si inúmeras esperanças e últimos sopros de uma vida infeliz. Continuar porquê?
 A espera. Ah, a espera! A maldita espera e a esperança morta de que o tempo passe mais rápido do que os ponteiros do relógio podem suportar.
 E quando a espera é tudo o que resta para continuar? Continuar, por que, meu Deus?
 E a dor intensa? E o desespero provocado pelas simples batidas de um coração impaciente? E a vontade embriagadora de se deixar cair ao solo, agarrado ao desespero, sofrimento, dor, enquanto me afogo em lágrimas? A incerteza de uma vida pálida e indecisa sob minhas mãos, que ao contato de uma caneta ao papel se consomem...

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