Dead Memories
domingo, julho 31, 2011 Lembro de todas as vezes que eu eu tentei te expulsar da minha vida. Lembro dos dias que, dolorosamente, desejei que você me esquecesse. Me recordo nitidamente das noites que passei formulando planos para te afastar de mim.
Meu Deus, como tudo era real! Cada olhar amargo que eu dirigia a ti, o peso na consciência pela tua paixão não correspondida por mim. Eu nunca lhe desejei mal, mas nada era tão forte quanto o meu anseio pela tua ausência.
Eu queria te matar em meus pensamentos, eu preferia parar de pensar em você ao enfrentar seus sentimentos.
Durante muito tempo, me conformei com dias em que você se afastava de mim. Não demostrava, mas sentia sua falta, de certa forma. Mesmo desejando isso, algo em mim não se sentia completo quando você não estava ao meu lado.
Mas não importava o que eu fizesse, não importava até que ponto eu te magoasse, você sempre voltava. Voltava porque me amava. E eu já estava tão embriagada nessa certeza que te usar se tornou só um passatempo curioso.
Então você se foi. Sem aviso prévio, sem Adeus. Você simplesmente partiu. Me deixando no escuro abismo que hoje é meu mundo e me mergulhando nesse torpor inebriante. Nada mais foi o mesmo depois que você me deixou. Eu ainda consigo suportar um sorriso falso e disfarçar a falta que me faz esse pedaço enorme que você levou de mim. Mas a dor, ah, essa é inevitável.
Eu sei que não deveria me sentir tão vazia, mas não consigo evitar algo que surgiu tão naturalmente, e me acompanha onde quer que eu vá. Não, não deveria ser assim, mas eu preciso de você para me sentir completa.

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