Imagine
sexta-feira, julho 28, 2017
Imagine-se acordando ao som dos pássaros de uma cicidadizinha pequena. Sentindo o cheirinho das flores, daquelas flores cujos cheiros você nem conhece. Imagine o sol nascendo por detrás das ásvores e você se espreguiçando enquanto sente os raios dele na sua pele. Imagine o seu levantar e o primeiro olhar pra a varanda cheia de uma grama verde coberta por gotinhas de água que ficaram da chuva desta madrugada. Ou não. Imagine a cidade. Uma cidade linda, cheia de gente, de sonhos, de sentimentos. Imagine-se acordando ao barulho dos carros, das buzinas, das conversas dos que passam pelas calçadas. Tanto faz.
Imagine as ruas avenidas, becos, vielas ou trilhas. Pare. Escute os sons. Imagine o riacho passando por debaixo da ponte que você atravessa. Imagine a temperatura do chão na sobra. Imagine-se deitando lá. Imagine a praia, as ondas, o vento no rosto, o som de sopros, a sensação da areia caíndo pelos dedos, o cheiro das algas. Imagine uma cachoeira. O som de água correndo e caindo, o balançar das ásrvores, o desejo de pular no rio e mergulhar até não poder mais.
Chegou a noite. Observe os bares, as pessoas conversando nas calçadas, o som da paquera de dois adolescentes, osorriso bobo na face dos apaixonados. Observe as luzes da avenida. Como os carros são rápidos!. Qantas luzes, quantos sons, quantos sonhos. Imagine se essas luzes não existissem. Imagine o céu cheio de estrelas, todas possíveis de serem vistas sem a poluição das luzes artificiais. Deite-se no chão. Observe. Suspire. Ame. Imagine a escuridão. O nada. A Solidão. Durma.
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