Psicose
quinta-feira, abril 26, 2012
O sorriso se desfaz, assim do nada. As outras pessoas ainda estão no clima - porém o humor é depressivo. Eu tento parar, novamente evitar que isso aconteça, mas as vozes na minha cabeça fazem questão de me lembrar daquelas frases que um dia me fizeram chorar.
Eu me sinto uma droga. Eu tenho raiva. Eu odeio tudo.
Então eu me pergunto porque estou assim, e as respostas vêm em montes, resposta que, em outra situação, eu ignoraria. Eu choro, eu me sinto perdida. Eu não encontro lugares para me segurar. Eu não consigo me acalmar. E eu sinto raiva de mim mesma por sorrir e agir como uma maluca em meio às pessoas. Mas eu não sou maluca? Por que não posso ficar em paz? Por que eu não me decido entre meu quarto e as festas? Então eu refaço aquelas promessas de que eu pararei de fazer as pessoas acreditarem nessa minha felicidade extrema e inexistente - promessas que eu sei que não conseguirei cumprir. Promessas que eu sei que esquecerei no mesmo momento em que voltar a amar as pessoas que odiava ainda há pouco.
Do que estávamos falando mesmo?
Um ponto minúsculo nesse labirinto sem saída criado por essa psicose maníaco-depressiva que nem é minha!

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